Diferença entre preços do material escolar chega a 250%

Pesquisa revela variação de preço grande no material escolar

Pesquisa realizada pelo órgão de defesa do consumidor (Procon), nos último dia 6, revelou que os materiais escolares estão 18,09% mais caros que no mesmo período do ano passado. Mas não é só está alta significativa que chama a atenção e também a variação de preços de um mesmo produto que chega a 250% de uma loja para outra.

O levantamento, feito em sete lojas, mostra que a caneta em um estabelecimento pode ser encontrada por R$ 1 e em outro por R$ 1,25, uma diferença de 25%. A cartolina branca tem maior diferença de preço, chega a 80%, a mais barata custa R$ 0,50 e a mais cara R$ 0,90.

O papel almaço tem variação que chama a atenção, o mais em conta custa R$ 0,10 a folha e o mais caro R$ 0,30, uma diferença de 200%, o valor baixo pode esconder essa diferença, mas comprando em grande quantidade pode pesar no bolso. O pacote de palito para picolé, que é utilizado pela educação infantil, tem diferença de 250%, preços vão de R$ 1,50 a R$ 5,20 o pacote com 100 unidades. Neste caso é o produto que tem a maior variação de preço.

Consumidor tem que andar muito para economizar

A fita crepe tem valores que vão de R$ 1,15 a R$ 2,10, variação de preço de 82%, papel sulfite branco fica entre R$ 4,50 a R$ 5,90 (30%) e a caixa de lápis de cor com 12 unidades varia de R$ 13,90 a R$ 19,50 (40%).

O Procon alerta os pais na hora de realizar a compras para fazer uma pesquisa minuciosa, pois alguns produtos podem ter centavos de diferença, mas na hora de fechar a lista podem acrescentar muito no orçamento.

Hoje Poços de Caldas tem mais de 20 estabelecimentos especializados em vendas de material escolar cadastrados e somente sete se interessaram em fazer o levantamento dos preços. Assim, foi uma pesquisa bastante restrita, prejudicando o resultado final.

 

Nova Lei

Desde 2014, o Governo Federal sancionou no fim do ano a Lei 12.886, que proíbe a cobrança de itens coletivos nas listas de material escolar. As escolas não podem obrigar aos pais ou responsáveis a pagar ou fornecer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição. Segundo o texto, os custos correspondentes a este tipo de material devem ser incluídos no valor da anuidade ou semestralidade escolar.

O projeto de lei havia sido aprovado pelo Senado em outubro. Na proposta, de autoria do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), a justificativa considera abusiva a prática da cobrança de materiais como papel higiênico, álcool, flanela, material de limpeza e de escritório. O Procon também considera abusiva a cobrança de taxas para suprir despesas com água, luz e telefone.

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